Nossa! A curiosidade!

26/05/2017  às  22:42:05 Nossa! A curiosidade!

Ouvindo uma música muito interessante e divertida de Tom Zé (ouça no fim do artigo) me dei conta de uma grande verdade que a própria diz: É mesmo, a curiosidade, que salva a humanidade. Sério, já parou pra pensar?


Instintivamente nós temos esse desejo, esse “porque não?” instalado dentro da gente, uma vontade que, mesmo sem uma necessidade prevista, acabamos matando. Graças a isso somos muito diferentes do que eramos muito ou até mesmo pouco tempo atrás. Nós queremos saber o resultado do “e se…” a qualquer custo e talvez por isso, muitas vezes na nossa história foi dita a importância de não deixar morrer nossa criança interior.


Volte no tempo, lembre-se aí, não há período em sua vida em que a curiosidade mais protagonizou a sua rotina do que sua infância. Cada detalhe, cada barulho, cada ser ou coisa diferente e… Nossa!


É claro, desde nossa ‘pequeninisse’ até hoje já sabemos de cor muita coisa desse mundo, já não vemos tanta coisa que… Nossa! Mas nesse “já sei, já ví…” de todos os dias esquecemos dos detalhes, das sub-novidades presentes em tudo que já conhecemos, ou que são escondidas por elas. Sem querer e presos dentro do nosso confortável piloto automático nós fazemos cara de paisagem pra todas as coisas incríveis que continuam acontecendo em segundo plano.


Mesmo dentre todo esse mundo automático e desgastante, te desafio a lembrar-se de ser curioso por um simples motivo: “Depois que a gente vê não dá pra desver”, disse nosso brother Einstein. Porque quando você dá permissão a curiosidade, mesmo em situações banais, você está colocando coisa nova na sua cabeça, você vê que as coisas são mais do que você pensava, até resolver prestar atenção. Acredite, isso muda tudo.


Tente. Quando você estiver naquele longo momento de scroll infinito em seu Facebook, por exemplo, tente trocar isso por uma despretensiosa obervação de qualquer coisa que esteja a sua volta, preste atenção nos detalhes que você sabe que não costuma olhar, ouça os sons que você ignora, sinta os cheiros que você deixa passar, observe trejeitos nas pessoas que estão com você que você não havia reparado até então. São muitas coisas.


Eu poderia fazer uma imensa lista do que perdemos por não sermos mais curiosos, mas como a questão aqui é a curiosidade em si, obviamente, é melhor que descubra, o belo mundo que deixou em segundo plano, sozinho. Quem sabe, e é bem provável, coisas grandiosas saiam de seus momentos curiosos.


Como prometido no começo, ouça a música:







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